AMOR SOBERANO SENTIMENTO!
Omnia vencit amor – O amor vence tudo
(Virgílio)
O amor vive de amáveis ninharias )
(T. Fontaine)
O amor não tem idade, está sempre a crescer.
(B. Pascal)
O verdadeiro amor não se esgota.
Quanto mais se dá mais se tem.
(Saint-Exupery.)
Amor! Amor! Palavra linda
Com tanto, tanto contexto,
Que na vida nos guinda,
Ao Céu ou Inferno sem jeito!
Ninguém d’ela se deslinda,
Quando s´enraíza no peito,
Ora alegria nos brinda,
Ora nos põe tudo desfeito!
Mesmo assim, ninguém abdica,
Do amor, seja rico ou trica,
À sua volta tudo gira…!
Talvez com interesse subtil,
Prazer! Dinheiro em desfil’
Um grande amor tudo vira!
O FEITIÇO DO AMOR
À DOLORES COM TODOS AMORES
"O amor é a força mais subtil do mundo."
-- Mahatma Gandhi
O mundo é amor, é um jardim de amor.
Todas as formas são amor, todas
As atitudes de ódio são também amor."
(Anónimo)
"O verdadeiro amor é exigente,
Implacável, e, ao mesmo tempo, infinitamente delicado."
(Anónimo)
Se o amor não fosse cego, não fazia o que fez,
Enfeitiçou-me pelo teu sublime encanto,
Perdi-me, eu sei, mas, Meu Bem, um dia garanto
Eu me vingo,a cegueira chega a minha vez!
Não me julgues cego d’amor, eu me levanto
Quando abrir os olhos desta embriaguez,
Casamos lá na capelinha, vamos ser…TRÊS
Nosso viver de ventura, vai brilhar ao canto!
Esta é a minha sincera promessa, que juro
Vai ser d’harmonia, róseo nosso futuro,
Nada que te possa of’recer, nada te nego…
Basta que acredites e vejas todo meu fim,
Que nossa vida, vai ter rosas de jardim,
Pra ti, Meu Amor, deixo de ser falso cego!
O AMOR É FUROR
O amor demasiado ainda é pouco (?)
O amor, que é bem pouca coisa,
é a mais séria de todas cias da vida (?)
O amor é o sol do coração,
imprime-lhe o brilho e matriz.
(J. Alencar)
O amor é o rei dos jovens e o tirano dos velhos (?)
O AMOR! Não tem regras, dogmas ou fronteiras,
E um “bichinho”, muito senhor, muito tenaz,
Quando julgamos estar no alto, anda pra trás;
Quando se julga nobre, digno, só faz “asneiras”!
Quanto mais avança, mais perturbação traz,
Torna-se altivo, às vezes perde maneiras,
Exige, requer, mesmo “coisas” maluqueiras,
Sim, o amor é, louco, em tudo contumaz!
Quando é amor paixão, não quer beiras,
Força “penetrar”, devasso, torna-se edaz,
Insaciável de “comidas” loucas, brejeiras!
O amor é, assim; ferve, gela, tudo é capaz,
De transpor pra ter só pra si, noites inteiras,
De mostrar imp’ríal, que do resto é, capaz!
A AMÁLIA E EU…!
(Recordação autêntica!)
AMÁLIA! Apesar de tantos anos passados,
Tua morte nunca foi por nós concebida,
Cantamos sempre …tua “Estanha forma de vida…”
Que tiveste pelo mundo das casas de fados!
A Mariquinhas é, cem mil vezes repetida,
A Casa Portuguesa é dos hinos desejados,
Na Severa, Parreirinha, foram aclamados,
Pelo povo nunca, nunca foste esquecida!
Lembro: -- N’uma noite de chuva no “IMPÉRIO”,
--Ela me disse:- “Queres ganhar “cem paus” meu “galdério”…?
Vai buscar um táxi… tira-me daqui pra fora…
…Lá fui buscar o taxi pela ”porta do cavalo”
Fiquei olhá-la como um sonho, mesmo “abalo”,
Com tristeza, não acompanhar àquela hora…!
QUADRA GLOSADA 56
Mote
Trago comigo um desejo
Fogueira acesa no peito,
De reviver n’um beijo,
O nosso amor já desfeito!
(Quadra popular)
Deus ouviu minha prece,
Foi quando tive o ensejo,
De ver isto que parece,
Trago comigo um desejo!
Hoje só desejo dizer, assim
Foi tão grande o efeito,
Agora fervilha em mim,
Fogueira acesa no peito!
Assim, esta ilusão é segura,
Até com esp’rança já vejo,
Talvez a ditosa ventura,
É de reviver n’um beijo!
É nebuloso, inaudito,
O eu dizes não tem jeito,
Não vejo, nem acredito,
O nosso amor já desfeito!
QUADRA GLOSADA 55
Mote.
Quando na rua te vejo,
Com outro de braço dado,
Eu sinto um vivo desejo,
De avivar o desgraçado.
(Quadra popular)
Glosa
Não sei se é ou não pavor,
Quero aproveitar o ansejo,
Mas sinto tão grande tremor,
Quando na rua te vejo!
Sinto minh’alma ferida,
Já partilha do m eu fado,
Ver-te assim atrevida,
Com outro de braço dado!
Desabou o meu lindo castelo,
Apagou-se o meu festejo,
Mas aqui sincero revelo,
Eu sinto um vivo desejo!
Que esse te faça feliz,
Mas olha, toma cuidado,
Farei o que nunca quis,
De avivar o desgraçado!
UM A NOITE DE INVERNO
(À DOLORES)
O grande amparo da velhice,
É um longo hábito da virtude. ( Cícero )
A velhice é, a um tempo,
Objecto dos nossos
Desejos e das nossas queixas: Cícero
A velhice é o Inverno da vida,
Sujeito a tempestade: Sólon
Meu amor, chegou o inverno. A chuva lá fora
Fustiga inclemente, fria, contra a vidraça,
O Deus Eolo, parece que tudo despedaça,
A mãe Natureza, despede-se, chora, chora…!
Eu sinto qu’esta onda, também assim m’abraça,
A chuva, o vento da velhice já me devora,
Sofro, este tempo se mantém, em mim agora
Nunca mais terei, o Abril, cada ano que passa!
Não hajam fantasias, a verdade é, esta,
Das nossas Primaveras passadas, nada resta,
O Inverno aí está, duro nos nossos passos…
Contra este tempo, nada há a fazer, já disse,
Que vale, meu amor, este tempo da velhice,
É, aninhar-me no Verão quente dos teus braços!
A JUVENTUDE E A DROGA
Sempre que eu preciso de alguma clareza,
A maconha é um caminho fácil para isso.
Alanis Morissette
Eu não preciso falar sobre drogas.
Mas eu posso falar sobre drogas.
Fábio Assunção
Usei bastante cocaína,
Mas a deixei quando não me excitava mais.
Preferi continuar vivendo e ficar lúcido.
Pedro Almodóvar
Droga! Veneno louco da juventude,
Nem vendo exemplos mortais tem juízo,
Nada os orienta, nada serve de aviso,
Dão cabo da maior riqueza; a saúde…!
Tantos há que nem querem quem os ajude,
Nem vêem ao seu lado o prejuízo,
A vida não tem valor, falta de siso,
Pasmo, como essa gente se ilude!
Esbeltos jovens, formosas raparigas,
Perdem-se, são de si próprias inimigas,
Não se salvam, nem co’o melhor galeno!
Acabam consigo e, todo seio familiar,
É vê-los além na esquina a penar,
Ou sob a ponte a injectar o veneno!
QUADRA GLOSADA 54
Mote
Não me chames amor-perfeito,
As coisas que a terra cria,
Amor-perfeito só há um
Filho da Virgem Maria.
(Quadra popular)
Glosa
Isto é sonho das mulheres,
Claro, levo isto bem a peito,
Amo-te, mas não exageres,
Não me chames amor-perfeito!
A Fé sempre nos dá confiança,
Se a gente em Deus confia,
Devemos ver com esp’rança,
As coisas que a terra cria!
Isto é verdade que contém,
Popularidade é, comum
Perfeito-amor só de mãe,
Amor-perfeito só há um!
Amar nossa mãe é dever,
É esta a idolatria,
Neste com texto penso ser,
Filho de Virgem Maria.
QUADRA GLOSADA 53
Mote
Vento não batas à porta
Que ela julga que sou eu,
É uma quimera morta,
Não chames por quem morreu!
(Júlio Brandão)
Glosa:
Inverno de tempo nocivo,
D’estação feia e torta,
Chegou assim agressivo,
Vento não batas à porta!
Trovões ribombam com pavor,
O Céu, além triste, escureceu,
É a chuva com seu rigor,
Que ela julga que sou eu!
Ao ver este tempo tão cris,
Vimos que nada exorta,
Minha vida, assim diz:
É uma quimera morta!
Sou do tempo justiçado,
Não pensei qu’estou com Morfeu,
Assim, neste triste estado,
Não chames por quem morreu!
. AMIZADE É: Um conselho é ...