Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

UM CONVITE DE AMOR

UM CONVITE DE AMOR

 

Minha Senhora ouça: O barco em que navego,

Desde que a vi, sua beleza, vai à deriva,

Sem leme! Sem farol, calculo que estou cego,

Por Deus, me salve desta rota negativa!

 

Sinto, que aportar assim, sincero não nego

Vai ser difícil a situação é, explosiva

Sem responder ao convite, vou cair n’um pego!

Que me pode salvar, vá, seja compreensiva!

 

Meu barco é pequeno, mas tem pra nós espaço,

Foi feito pra navegar triunfal sem fracasso,

Com ambos, o mar, o porto será um sorriso…

 

Basta que m’acompanhe e que lhe agrade,

juro, o nosso porto será pura realidade,

Com nosso amor, aportamos n’um paraíso!

 

publicado por novacalliope às 09:22
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Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

SERENATA AO MEU AMOR.

SERENATA AO MEU AMOR.

 

No firmamento

Vagueia a lua

Como um lamento

Ouço a voz tua

N’uma balada,

Oh! Minha amada!

 

Canta o rouxinol

Anuncia o alvor,

Breve chega o sol

Contigo meu amor

Tudo luz, tudo brilha,

És tu a maravilha!

 

Que noite de gelo,

Sussurra o vento

Um pesadelo

Do meu pensamento,

Silêncio gigante,

Espera que cante!

 

Esta minha canção

Co’o melro canoro,

É a minha paixão,

Que diz: Eu t’adoro

Que nestes acordes,

De mim te recordes!

 

Entretanto no espaço,

Foge o róscio e o luar,

E meu amor o que faço,

Canto pra não chorar,

Contudo risonho,

Ouve isto que componho!

 

Que ouves vibrante,

Como é do rouxinol,

Que t’envia neste instante,

Um beijo cheio d’arrebol,

Assim madrugador,

É pra ti, meu amor!

publicado por novacalliope às 08:24
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Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011

O CONCEITO DO SONETO

O CONCEITO DO SONETO

 

Dizem que o soneto já não está em voga,

Que o tempo de Camões, Bocage passou há anos,

Isso hoje é verborreia que ninguém joga,

Eram seres tacanhos, acreditar em enganos!

 

Pouca gente faz sonetos, ou nisto s’afoga

Teimam chamar a esses poetas ignaros, insanos,

Eu sei, tal antipatia é, inflamar da droga,

Que afasta conhecer todos poetas lusitanos!

 

Com sonetos fabulosos, divinos, gongóricos,

Onde s’aprende tudo, com conceito alegóricos,

É como beber cultura, ler ou fazer sonetos…

 

É pena, que nas escolas não dêem estas lições,

Talvez se descobrissem outra vez outros Camões,

E não sexologia alimentar tantos lazaretos!

 

publicado por novacalliope às 12:34
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O AMOR…

O AMOR…

 

(Este soneto foi composto após ler

O famoso soneto do autor

Francisco Cabral de Vasconcelos de 1870 ????

Com o pseudónimo de Abade Jacente)

 

Amor é, a chama, que louca nos chama,

É f’rida aberta, espécie de tumor;

É febre que o grau nos muda de cor;

É mal, que pouco a pouco nos inflama!

 

É fogo, que pra qualquer é um pavor;

É dor que funda magou-a com escama;

É ânsia que tantas vezes se torna drama:

É dúvida que s’agiganta em furor!

 

É sofrer, ou sofrer d’hora a hora,

É pensa sempre no mesmo que devora,

Que nos faz perder a cabeça, loucos…

 

Não sabe o que quer, onde vai, bobo,

Agita-se, irrita-se com mero arroubo,

Enfim, o amor é, que morre aos poucos!

 

publicado por novacalliope às 11:56
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Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

VISITA AO TÚMULO DE CAMÕES

VISITA AO TÚMULO DE CAMÕES

 

Camões, hoje tornei a visitar teu mausoléu,

Artística obra-prima da bela arquitectura…

Embora no tempo ninguém te tirou o chapéu,

O teu livro, Lusíadas, mostrou bem tua figura!

 

Passastes por tudo, inveja, pobreza, Labéu,

Expatriado, prisioneiro, por intriga segura,

Pela corte indigitado, condenado, réu,

Lá fostes prá Índia Goa! Macau em aventura!

 

Morreste pobre, com Job, ao lado, astro imortal,

Esse Lusíadas que, inda hoje é pra todos genial,

Quando viram sagraram-te com celsos sinónimos…

 

Eis o fim neste país d’um ilustre trovador,

Só depois séc’los passados viram teu valor,

Pra tapar a boca ao mundo estás no Jerónimos|

publicado por novacalliope às 09:10
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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

BELEZA FEMININA!

BELEZA FEMININA!

 

Essa mulher que aí vai, prende, rende, agrada

Todos em porfia a querem p’la formosura,

Seduz! Atrai p’la graça e compostura,

Dote feminino, meu Deus, como é prendada!

 

Seu rosto d’anjo, tem talvez essa loucura,

Seus olhos azuis, grandes, iluminam toda calçada,

Que todos julgam ser uma deusa ou fada,

Que provoca desejo, cobiça e… sem faltar nada!

 

Sabe ser discreta, com sua beleza e graça,

É mulher de pudor aos piropos faz negaça,

Porta-se bem, não cora com cortejos obscenos…!

 

Perplexo, procuro vê-la assim  Afrodite,

É possível qualquer dia apanhe pericardite…

-- Gostava mais que de beleza tivesse menos!

 

 

 

 

 

publicado por novacalliope às 06:36
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Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011

EIS O MUNDO DE HOJE

EIS O MUNDO DE HOJE

 

Hoje o mundo é todo cheio de misérias,

Qualquer ponta de caridade há sempre ágio,

Se por acaso não se mostre conte co’o contágio,

Pois vem, de certeza, por outras artérias!

 

Todo amor que se procura, tem outro sufrágio,

Já não tem, ou pouco tem das coisas sérias;

Mulheres apresentam-se boas, são galdérias:

Homens com muita verborreia, são naufrágio!

 

As intenções, são cobertas de aleivosias,

Mero interesse, simplesmente demagogias,

Que não se sabe onde há sincera honradez…!

 

O mundo! Ó o mundo, por mais que o percorra,

Por todo lado vê-se em Sodoma e Gomorra,

Amor e amizade fiéis têm pouca nitidez!

publicado por novacalliope às 07:05
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Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011

O TEMPO SEM ATEMPO!

O TEMPO SEM ATEMPO!

 

O tempo é o único bem totalmente irrecuperável.

 Recupera-se uma posição, um exército e até um país,

Mas o tempo perdido, jamais.
(Napoleão Bonaparte)

 

Os homens falam em matar o tempo,

Enquanto o tempo silenciosamente os mata.
(Dion Boucicault)

A maior parte do nosso tempo

 Passa-se a passar o tempo!

(Popular)

 

Não dei por resvalar o tempo na minha vida,

Pensando recuperar todo tempo mais além,

O tempo, não me deu tempo nenhum na corrida,

O tempo não perde tempo com um zé-ninguém!

 

Com tempo, perdi tanto tempo da sua partida,

Que o tempo, valeu-se de ter o tempo que tem,

Pra gozar com tempo o tempo da minha lida,

A função do tempo, no tempo faz todo desdém!

 

O tempo voa p’la vida fora alheio, com tempo

Sem se importar com tem tenha contratempo,

O melhor é não ligar a esse tempo tão veloz…

 

Fazer que este tempo seja bom passatempo,

Não há tempo sem vida, nem vida sem tempo,

É o tempo com tempo que dirige todos nós!

publicado por novacalliope às 05:55
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Domingo, 6 de Fevereiro de 2011

A INTELECTUALIDAE DE CAMÕES

A INTELECTUALIDAE DE CAMÕES.

 

(VOLTAIRE chamou a Camões: O Virgílio português)

 

Ler e perceber Camões, não é pra qualquer “pancrácio”,

Com deuses! Ninfas! Lendas, um tanto insano,

Ele leu muito Ovidio! Xenofonte! Lucano!

Ptolomeu! Plínio o velho! Esttrabão e Horácio!

 

Estava a par do classicismo moderno italiano,

Influenciado por pensamentos do povo Lácio…

Petrarca! Aristo! Tasso! Sannazano  e Boccaccio,

Isto não é lenda, está escrito, foi seu plano!

 

Intelectual, aproveitou todas literaturas,

No tempo, só foi visto em galantes aventuras,

Na côrte! Mulheres nobres! Enredos d’amor…

 

Por intrigas foi pr’Africa, saiu vencedor,

N’um naufrágio salvou seu Lusíadas com valor,

Regressou morreu pobre sem um bom cobertor!

 

publicado por novacalliope às 07:18
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Sábado, 5 de Fevereiro de 2011

UM NOME SAUDADE!

UM NOME SAUDADE!

 

(A alguém com nome SAUDADE

Que passou pela minha vida…)

                                            

Saudade, talvez nome triste,

Foi assim que nos encontramos,

Entre nós, meu bem consiste,

Sempre co’a saudade moramos!

 

Saudade traduz amor…

E amor não é um nome vão,..

Saudade é sorriso, é dor

Que nasce no coração1

 

Saudade é sonho, é visão

Que nos enche o pensamento;

Saudade é, fascinação

Que nos leva ao desalento!

 

Com quem se ama, quando parte,

Com saudade vai se a vida;

Sem vida pois, por amar-te,

Hoje me sinto, querida!

 

Se for moléstia a saudade

Muito não hei-de viver,

Que em tua ausência, deidade,

De saudade vou morrer!

 

Torturar-me, qual espinho,

Saudade sinto no peito;

De ti distante e sozinho

Fico em saudade desfeito!

 

Se eu pudesse esse teu nome

De saudade libertar…

Que a saudade é que consome

O coração por amar.

 

Porque puseste, querida,

Teu nome n’uma saudade?

Se d’ela eu o tirasse, a vida

Era só felicidade.

 

Lembrá-lo traz-me saudade,

Que em saudade ele nasceu;

Tirá-lo d’ali, quem há-de,

Se a saudade o tem por seu?

 

Suprema resolução,

Fora a saudade matar;

Mas com ela o coração

O nome sew vai apagar.

 

Morra embora a amizade

Teu nome quero comigo;

Traz com ele a saudade

Já que ela vive comigo!

 

 

 

publicado por novacalliope às 05:51
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