MINHAS E TUAS MENTIRAS!...
Se vivemos a mentir. Tu é que dizes que minto,
-- “Tu é que mentes quando juras que me amas”…
Pressinto qu’em teus olhos s’agita vivas chamas,
Encobres, o mesmo grande amor que por ti sinto!
Talvez seja o costume de sempre, das tramas,
De novelas envolver em complexo labirinto…
Como sabes do amor nada está extinto,
Tu mentes, eu minto, mas sei, não são dramas!
Eu faço que não percebo tuas claras mentiras,
Pois sei mais o calor dos meus beijos não admiras,
Como nada se passasse com teus desejos quentes…
Como sempre disfarças, teus aéreos sentimentos,
Não sabes o que queres, só lá no meu aposento,
Me dizes, ao ouvido: amor, queres? Consentes?
COIMBRA
CIDADE MARAVILHOSA
Coimbra! Cidade famosa pelos estudantes,
Quinta das Lágrimas! História da rainha D.Inês,
Queima das Fitas! Choupal! Serenatas, descantes!
Que orgulham este nobre povo português!
Cidade secular, linda em todas variantes,
Ruelas e tabernas perpetuadas tanta vez
Por poetas, escritores que tornaram brilhantes,
Assim como, o fado cartaz do clero ou burguês!
Universidade! Que é das melhores do mundo,
Invocada, consagrada pelo saber facundo,
Aqui nasceram génios de toda especialidade!
Medicina! Letras! Ciências e, tudo mais,
Coimbra romântica de lindos madrigais,
Que se podem ler lá no Penedo da Saudade!
A SOGRA! SEMPRE ELA…!
( A minha foi uma boa Senhora…!)
De muitos males da vida
Já tive muitos que digo:
Minha vida é, seguida,
Por um feitiço inimigo!
Tive sarna, tifo e bexigas,
Febre amarela, sei lá que mais
De todas as doenças as ligas
Por pouco não foram fatais!
Forma tantas as maleitas,
Nem sei como as classifico,
Depois das contas bem-feitas,
Um bruxo disse, é mafarrico!
Que me mordeu como abelha,
Cujo ferrão era fatídico,
Provocou a tal febre vermelha,
Acreditam isto foi verídico!
Porém d’esses males me safei,
Um sinal bom eu aprendi,
Hoje sou feliz na minha grei,
Porque, com sogra nunca vivi!
O MEU LINDO RELÓGIO
Marcham as horas da vida,
O andar d’esses ponteiros,
Uns desejam-nos ligeiros;
Outros morosos na lida!
Mas seremos sem defeitos,
Ei-los andando, andando,
Em quanto uns ficam chorando,
Outros sorriem insatisfeitos!
Um…mais um, e, mais um, é, sempre assim
Quando olho o relógio, o tempo passa,
Dia! Mês, ele sem querer m’abraça,
Que muito breve já estou no fim!
Este relógio tão lindo traça,
Ligeiro o destino tim-por-tim-tim,
Que da vida aniquila o festim,
Com ele não posso fazer trapaça!
Vejo o tempo avançar, louco sim,
A levar meu Abril que teve tanta graça,
Que as horas, já são um real motim…
Qu’enfraqueçem minha débil carcaça,
Os ponteiros andam n’um frenesim,
Vou desfazer o relógio que me ameaça
FAZER AMOR SEMPRE SEM VIAGRA
Todo homem, mulher no mundo febril procura,
Parceiro pr’ajudar, a vida com mais alor,
Não há fantasma pior que chegar ao sol-pôr
Não ver, não ter, ao lado um naco de ternura!
No Abril, é, pensamento fixe, fazer amor,,
Febril, vesano d’aventura em aventura,
Alvar, irreflexo, tal acto nem sempre dura,
Até que um dia chega o inverno, sem cor!
Depois incontrolados, há a ideia “magra”
Recorrem desesperados a essa tal viagra,
Actua no momento ninguém vê é consequente…
Fazer muito amor é prazer de continuidade,
Que se faz desde jovem à avançada idade,
Quando se faz amor, com amor é, excelente
CREIO! OH! CREIO EM TUDO...
Creio em tudo em meu redor,
Tudo por Deus tão bem feito,
Desde Céu, mar ao sinal menor,
Sol! Lua! Tudo no seu melhor,
E, tudo que vem d’ELE, aceito!
Creio ainda no ser humano,
Que apesar de tantas falhas;
O que faz, por vezes é, por engano,
Aflito com a vida, insano
Vê-se entre casos com canalhas!
Creio no amor… (Ainda há amor…)
Com verdade, com alma sã…
Ouçam poetas, seja onde for
O amor é sempre um senhor,
Mesmo na devassa cortesã!
Creio no que vi hoje na rua,
Um menino a guia um cego,
Na genuína candidez sua,
Fazia o que n’alma flutua,
Instinto nato do seu ego!
Creio n’esse SER que nos guia,
Na senda da vida, boa ou má,
Acatar sua certa profecia,
Que nos of’rece em cada dia,
É d’Ele que vem o bem que há!
Creio no incréu assassino
Que fez algo em desordem,
Foi seu malfado destino,
Praticou um erro cretino,
Que jamais o põe em ordem!
Creio nisto que me domina,
Na harmonia no Universo,
Embora haja luz pequenina,
O homem bom, um dia atina
Pôr o mundo em devido verso!
Creio enfim, no homem e mulher,
Nos seus diversos confrontos,
O amor é uma arma que requer,
Paz, harmonia leal que se quer
Marcar na vida muitos pontos!
Creio com toda sinceridade,
Com ela a misturo e confundo,
Ainda há amigos, sã amizade,
Que cristalina, sólida há-de
Reinar um dia este mundo!
Creio mesmo no descrente, até..
--Por Deus, ninguém louco me tome—
O homem na guerra dê pontapé,
Bondoso em África com fé,
Ajude as crianças com fome!
Creio na espontânea oferta,
Quando chega n’aquela hora,
Que a situação “dura” aperta,
Isto diz, há uma alma aberta,
Que pensa nos outros agora!
Creio! Ó! Creio nesta meta
Que Deus deu a todos nós,
Comigo, crente, como poeta,
Com visão global, dilecta,
Creio, com Deus não estamos sós!
O QUE É A MULHER
Todos descrevem a mulher,
Cada um pensa, como quer,
Eu, poeta de verve fraca,
A mulher em tudo se destaca!
Ora serafim de bondade;
Ora d’estranha malícia…
Há nisto algo de verdade,
Mas a mulher é toda delícia!
Cândica! Fiel! Exemplar!
Pudica! Doce! Virtuosa!
Que ninguém a tente enganar,
É mais esperta que a raposa!
Inconstante ou cheia d’amor,
De boa fé, ou de maldade;
Com sedução sabe-se compor,
Traída não tem piedade!
Rancorosa ou cheia de virtudes,
Mãe divina, como nenhuma,
De nobres feitos e atitudes,
Tudo bom pró seu filho arruma!
Alma digna ou de fraqueza,
Peca por ouvir certas propostas,
Seu pior mal, a grande beleza,
Que lhe brinda coisas opostas!
Grandeza d’alma apaixonada,
Por amor tudo faz e desfaz,
A mulher é da vida a balada,
Pra cantar co’o homem em Paz!
Tem beleza, fealdade ou vícios,
Que são na sua vida a cruz,
Que a levam a precipícios,
Quando não quer lúcida luz!
Encanto, sorte ou…flagelo
Quem tem que viver ao seu lado,
Um mistério que aqui revelo,
Pra muitos não ter casado!
Por Deus, dando vida ou morte,
Eis a mulher, talvez sua sina,
Se não faz certa pra ter sorte,
Acaba n’um bar, messalina!
A mulher é um feixe de dotes,
Que requer um atilado exame,
Pra um dia não dar pinotes,
Ou pior que mais lhe chame!
É sublime ou enfadonha,
Em casa ou no seu mister,
Neste caso o homem que a ponha
No inferno junto de Lúcifer!
A mulher é, sim tudo isto
Que a estatística revela,
Mas raio, por Jesus Cristo,
O homem não vive sem ela!
Todos têm sua própria tioria,
Pra mim a mulher é ternura,
Qu’encheu d’amor e d’alegria,
Minha vida de grande ventura!
HOMENAGEM À MULHER
As mulheres possuem uma retórica
Sobrenatural a que é impossível resistir (?)
A mulher é um doce e terno mistério
Que todo mundo adora sem conhecer ( S. DUBAY)
A mulher é uma flor que só a sombra exala o seu perfume (?)
Sobre a mulher, amor se escreve tanto, tanto,
O homem não a avalia da cabeção aos pés,
Exemplos! Romances! Novelas! Filmes ou canto,
Pelo que se vê e lê são apenas olás e olés…?
No amor, a mulher apaixonada é, um encanto,
Tudo faz terna pra mostrar em todas marés
Pra levar o barco vida a ter um porto santol,
Merece do homem – Qualquer homem --- a nota dez!
Talvez isto seja pouco que lembro sincero,
Ela só deseja ouvir: AMO-TE! Eu te quero,
Na intimidade a entrega seja puro oaristo…!
Pra que seu lar seja um templo de ventura,
Porque a mulher merece esta prenda segura,
E, tantas vezes o homem, cego, não vê isto!
Ó AS MULHERES!!?
Co’as mulheres, dizem com razão
Um homem não sabe como se haver,
Se não as ama é um parvalhão,
O mais malandro não pode ser!
Se as ama por ser leviano,
Vaidade soberba o preconceito,
É considera, apontado, insano,
E, outros nomes, fica sujeito!
Se as deixa é, mais, é gay
Apontado na rua como imoral
Mas hoje, vejam, está sob a lei
E há quem ninguém diga, é mal…!
Se não as segue é, talvez timidez,
Que lhe chamam sempre incapaz;
A muhe gosta do homem cortês,
Mas atende depressa o audaz!
Se as serve sente-se dominado,
Não se sente “macho” à altura,
Acaba, sai sempre magoado,
Com essas ele não as atura!
Se não as quer…É por elas perseguido,
N’um feixe de grandes dileas,
Que não sabe se é ou não querido,
Vê-se livre mas com algemas!
Se não as aguenta; é um velhaco,
É indigitado com injurias,
De tantas, tantas em ser fraco
Como homem de lúbricas fúrias!
Se as aguenta…é homem de verdade,
Ela quer fazer d’ele o que quer,
Vejam, leitores, a realidade
O carácter volúvel da mulher!
Por fim, o que diz o trovador,
Pra perceber e agradar à mulher?
É tratá-la sempre com amor,
Deixá-la fazer o que quiser!
UM PÉ A QUEM TIREI O LIBRÉ
Uma velha e autêntica recordação
Senhora, minha, com confiança,
Tiro-lhe o boné,
Ver no momento da dança,
Seu lindo pé!
Posso afirmar com segurança
Jurar até
Nunca vi pé de criança
Tão pequenino como seu pé!
Lembra aquele lírio com semelhança,
Tão branco ele é,
E o meu olhar febril não cansa,
De ver a graça de seu pé!
Um beijo só? – Tola esp’rança
Oh! Por minha fé!
Seria a bem-aventurança
Beijar a alvura de seu é!
Mas por que foi essa mudança?
Faz mal, não é…!
Mas eu gracejo! Que lembrança
Querer beijar seu lindo pé!
Vejo-lhe um pouco d’esquivança,
Pelo meu tagaté….
Meu Deus é forte, abalança
Nunca vi assim um pé!
É da juventude a pujança,
Querer aproveitar a maré,
Pra lhe dizer, a nossa aliança,
Pode começar pelo pé!
Perdi da gentileza a fiança
Pode dar-me um pontapé,,.
E meu coração em festança,
Estar pertinho de seu pé!
Já não sorri?... Forte vingança,
De mais até,
Descupe!...desta alma que se lança
Perdido d’amor, junto ao seu pé!
. AMIZADE É: Um conselho é ...