Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009
NOVO ANO? É UM ENGANO!
Novo Ano! Deus, já tive muitos novos anos,
Sempre co’as mesmas promessas e…quimeras
Minha vida sempre foi de espera e…esperas
Dos sonhos realizados?...Nem vi os planos!
Passei por tudo, com apuros, em todas as eras,
Acaba o ano! Dou balanço?...Que vejo? Enganos…
Que o Novo Ano mantém os mesmos arcanos,
Pra mim Novo Ano é ciclo de vozes severas!
Já não digo, este ano vai ser melhor! Minto
Porque sempre foi ambiente de apertar o cinto,
De vau em vau, já está à porta a velhice!...
Agora, digam-me lá: Ano Novo? Pra quem
Breve é ano velho com fantasias se mantém,
Que m’arrepia ver fazer festas a tanta sandice!
Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009
ANO 2008 2010
Eis o ano novo à porta! Promessas! Esp’ranças,
Sempre a velha história que se vê é, entretém,
Sai o ano, entra o ano, vimos muito bem
O mundo não tem sossego, guerra e…Finanças!
Ano Novo! Vida Nova, parece desdém
Aos direitos humanos, há fome nas crianças;
Isto não é d’agora, apesar de todas fianças,
Que vão debelar, mas que debelar não há quem!
Ano Novo! Qual quê? Só por nascer há minutos,
De resto, tudo pra pior destes governos “brutos”,
Aumentos! Desemprego, em nada se vê frutos!
Entra o ano! Sai o Ano, sempre a ladainha,
Melhorar? Sabemos que isto pra pior caminha,
Porque nada pode vir de bom d’erva daninha!
Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009
ADEUS MONDEGO
Adeus, Mondego, amante que deixei um dia,
De bardos e fadistas colegas de grande farra,
No Choupal, nas tuas margens gemeram guitarras,
Em ternas serenatas, cheiinhas de poesia!
Sob teus choupos houve, até, algazarras,
D’estudantes que Cupido era sempre folia,
Mondego junto de ti espantei tanta nostalgia,
Que ainda hoje no correr da vida narra!
Eu sigo o círculo da mocidade, perdida
D’esse tempo que passou pela minha vida,
Que será feito de tantos companheiros meus?...
Adeus Mondego! Hoje contemplo tuas aguas,
Quando te visito meu peito solta magoas,
Que sinto, mas até morrer não é, não adeus!
Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009
O ERRO DE TODOS NÓS
Quando entramos na vida, só há uma ideia,
Amor! Damas, estudar pouco, até ignora,
Vida airada, fácil é, o que n’ele mora,
Oficio? Emprego? Oh! Não, é, cadeia!
Pensar n’uma possível doença? Essa agora
Não passa pela cabeça, qualquer coisa feia,
O sol não o deixa ver tudo quente o incendeia,
Até que um dia (ano) sente desanda a nora!
Surgem as dores coluna! Pernas! Mialgias,
Ir aos bares são…agora aos centros de saúde,
Doutores! Hospitais e, mais, falta d’energias…
Começa a ver o dragão da velhice que se nota,
Faz contas, todas contas aos erros da juventude,
Então blasfema e diz: Deus como fui idiota!
AMOR DEUS INVENCÍVEL
O AMOR! Todo mundo o invoca ou renega,
Por isto ou por aquilo com ou sem direito
O que é certo, o amor é o Deus mais perfeito,
Que cada qual à sua maneira o emprega!
Acaba por vencer pra bem ou mal qualquer preito,
Quando entra a sério em complicada refrega…
--Aqui escrevo, por exemplo em paixão cega…
Este Deus pequenino deixa tudo desfeito!
Na nossa vida não há não, Deus mais controverso,
Ou arrasa ou deixa tudo de bem submerso,
Quando não s’afoga e se perde no seu juízo!...
--Infeliz! Foi o amor que o perdeu, pobre homem
Mas, isto não são exemplos dignos que se tomem,
O amor é, e será sempre pra todos um Paraíso!
LEI INCONCEBÍVEL
Este P.S. de tantas palhaçada que tem feito,
Quis fazer a última, aprovar a lei imoral,
Casamento, homem com homem, tudo direito;
Mulher com mulher, certinho um acto legal!
Só gostava de saber, qual é o bem ou efeito,
---“Quem é tua mãe?...É um tal chamado Juvenal”…
Um ano, compreende muito bem, fica sujeito,
Talvez pior, marcado, troçado etc, etc e…tal!
Sodoma e Gomorha, ressuscita, ó meu Deus
Neste panorama tão critico que vivemos,
Tanto se preocupam com isto tantos sandeus…
É uma afronta, sem limites, até sem nexo,
Ver tão nobre sala (Será?) chegar aos extremos,
Aprovar tal lei legal, pra eivar mais o sexo!
VENTURA INESPERADA
Quando consternado entrei naquela ermida,
Nossa Senhora estava junto de Jesus Cristo,
Julguei até que a santa m’olhava condoída,
Como querer ajudar sem nunca me ter visto
N’ELA compreendi a mensagem e sua medida,
Pra m’animar no meu caso qu’era imprevisto,
Ajoelhei, crente, contei baixinho minha vida,
Isto é, desabafei tudo que n’alma registo!
É difícil descrever minha beatitude,
Saí pensativo, pensei talvez ELA m’ajude,
Se cá vier mais vezes, este clima m’agrada!...
Talvez fosse fascinação o que via e sentia,
--Olhei outra vez o rosto da Virgem sorria,
Voltei a trás pra me confirmar da visão sagrada!
Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009
A VERDADE, AMOR!
(À MINHA QUERIDA ESPOSA DOLORES)
Escuta, meu AMOR, a situação é, muito grave
Vejo-me velho, egro, triste em mau estado,
Sem poder, ter (ver) a desejada e rara chave
Que altere meu pensamento debilitado!
Quero dizer, já não tenho disposição suave
Como outrora, quando estava ao teu lado,
Tu que mereces tudo, bom que nada agrave,
Eu debato-me, AMOR, com tudo, obcecado!
Podes acreditar, meu bem, em tudo aclamo-te,
Como sempre fiz, pra te dizer: Amo-te! Amo-te,
Como no SIM que não se pensava na velhice!
Serás a última mulher na minha longa vida,
Agora estou assim, velho, “perto da partida”,
Tem paciência, AMOR, com minha rabugice!
Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
O NAMORO ANTIGO
(Isto era real!...)
No meu tempo namorei diversas raparigas,
Mas meros namoricos tinham que ter decoro,
Limites! Vetos tudo, enfim as velhas cantigas,
Que o beijinho roubado era visto, desaforo!
Todas meninas tinham co’os pais, grandes brigas;
Só tinham “passe”, jardim, bem à vista, com foro;
Ir ao cinema sós era falatório, intrigas…
Ir à praia? Nem pensar era imoral, namoro!
Bailes? Só n’academia e, em grande festa,
Essa noite febril, não podia ser “desonesta”;
Dançar? Tinha que ser afastados, sem “ronha”!...
Era jovem, viril, com todo fogo nas veias,
Que sempre pensava em “ardis” prás “coisas feias”
E as mães nenhuma sabiam d’essa “Pouca vergonha”
Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009
AMOR DESESPERADO
(Caso verdadeiro)
Bem exp’riente vendo todo meu passado,
Com o amor, mulheres, trabalho, adianto…
Foi co’o amor, esse Deus maravilhoso, santo
Tão mal me tratou sendo eu bem intencionado!
Infeliz! Perdido, retirei-me pró meu canto,
Amor e amar de verdade foi posto de lado,
Desesperado frequentei antros de pecado
Que me fez esquecer aquele amor, garanto!
Em amor é preciso sorte ao fim ao cabo,
Porque amar um anjo, com capa de diabo,
É cair a pique n’um dos maiores barrancos!...
Só percebe isto, quem passou por este fascínio,
Um amor eivado dá cabo do nosso domínio,
Como este que me fez muitos cabelos brancos!