Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
À VOLTA DO DITADO!...
(D. Maria Carolina Ramos
escreveu…
O amor é sonho que mata,
Diz o ditado traidor,
Se é sonho, o sonho não mata:
Se mata…não é amor!
O amor não Mata a vida,
Morrer d’amor…é viver
Noss’alma, n’alma querida,
Quem não sabe compreender!
O amor – um sonho que mata?
Mentira! Não pode ser!
Deixem falar o ditado!
Amar! … Amar é, viver!
“O amor é um sonho que mata”…Diz o anexim,
Talvez, tente atraiçoar alguém; eu não creio
O amor sempre foi um sonho de cada um, sim
Agora matar?...Não! O amor é da vida o seio!
Este é um rifão falso, percebo seu fim,
Por isso, co’o decorrer dos anos, decorei-o…
D’uma vez o amor matou-me com grande motim:
Na segunda deu-me vigor, acertei em cheio!...
Do amor há muito que dizer, que não foi dito,
Por mais que s’escreva é um sonho bonito,
Agora matar? Oh! Não, isso é, fatalismo!
Que discordo! O amor é o sonho do ser humano,
É imortal, sob ele todos fazem plano,
Que refuta a filosofia do velho aforismo!
Domingo, 27 de Setembro de 2009
OS NOSSOS ARRUFOS
(À DOLORES
Sei que me amas!...Que te amo! Tudo entre nós
É feito com amor conhecedor, com juízo,
Qualquer agastamento acaba n’um sorriso,
Que pactuamos íntimos quando estamos sós!
N’um viver conjugal assim tudo é preciso,
Quando há pequenos ou meros quiproquós,
Passados momentos, os beijinhos são a voz
Qu’ecoam, maravilham o nosso Paraíso!
Aqui no DOIS AMORES é: Eu te amo!...Tu me amas,
Arranjamos sempre horas de unir nossas camas,
Pra resolver como costume nossos litígios!
Que vistos por ambos, têm ainda mais “motor”
De dois amantes que sabem conjugar o amor,
Pois estes trocadilhos nunca deixam vestígios!
Sábado, 19 de Setembro de 2009
GRAÇAS A TI SENHOR!
Graças a TI, Senhor, porque nasci perfeito,
Com sentimentos que me movem em todas marés,
E esta Paz! E esta Fé, com teu santo jeito,
Eu t’agradeço, hoje, humildemente a teus pés!
Graças a TI, Senhor, que me deste tudo direito,
A compreensão justa d’aquilo que bom és,
Meu lar centro de meus sonhos com respeito,
Prenhe d’harmonia sem sofrer pontapés!
Graças a TI Senhor, que aprendi teu verbo,
Que me guiou pelo caminho mais soberbo,
Que a vida tem com valor que m’envaidece!...
Por tudo, Senhor, hoje visitei teu santuário,
Pra t’agradecer fiel, já meu longo fadário,
Que TE dedico nesta hora, em santa messe!
Sábado, 5 de Setembro de 2009
REGER O AMOR
DOLORES:
Amor de quarenta anos,
Não é velho, não senhor;
Foram os nossos planos,
Perpetuar nosso amor!
Pra que gregos e troianos,
Vissem exemplo, primor,
De dois bons soberanos,
Que amar foi superior!
As bases foram assentes,
Em pequenos nadas correntes,
Pra consagrar amor amigo…
Basta reger o amor verdade,
Bom diálogo tem faculdade,
De preservar um amor antigo!
RECORDAÇÃO INESQUECIVEL
À DOLORES:
Pelo sagrado amor que dimana de ti,
Nestes quarenta anos, com tanta ventura,
Sempre juntos em tudo com ideia segura,
Que festejamos as BODAS DE RUBI!
Recordamos todo rumo; não há porventura
Nunca houve uma nuvem n em temporal vi,
O bom tempo sempre disse: Estou aqui
Façam tudo com compreensão madura!
Tudo isto, teve e tem teu amor constante
Que em quarenta anos esteve adiante,
Por isso teve tão dedicados encantos…
Mas há mais, muito mais que nos aproxima,
Passaram quarenta anos tão lindos por cima,
Que vamos festejar, garanto, outros tantos!
Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009
AVENTURA DE ESTUDANTE
Remota recordação, do meu coração ..
Não me posso esquecer do velho Mondego,
Foi lá, algures, no Choupal minha aventura,
Com certa tricana de deslumbrante formosura;
Que foi n’aqueles anos meu desassossego!
Ainda hoje, na minh’alma, vive, perdura
Essa donzela a quem dediquei tanto apego,
Mas era caloiro— caloiro é, como um morcego---
De noite, os fastos românticos têm mais doçura!
Saudosas recordações dos tempos d’outrora,
Perfumam teu Penedo de ares de saudades,
Assim como jardins que meu coração chora!...
Rainha Santa! Inês! Lindos sonhos distantes,
Oh! Coimbra, pra onde foram as amizades,
Dos amores, fados, com colegas estudantes!
O SONHO DOS DOIS AMORES
Já versejei do DOIS AMORES, tudo, canto a canto,
Com entusiasmo real, aliás com todo direito,
Não é a casa, mas sim, tudo que aqui foi feito,
Que tem o alor e amor da Dolores, puro e santo!
Quando emigrantes o cuidado foi eleito,
Dar ao DOIS AMORES o acolhedor manto,
Do jardim ao interior, era dar-lhe encanto
Até ter cão e gato era o sonho, era o preito!
….Que prestamos ao nosso trabalho, nossa vida
Isto é, dar-lhe o conforto e felicidade devida,
À nossa volta, sentir, viver, todas venturas!
Assim, se fez como sonhamos o DOIS AMORES,
Embora o Inverno aborde pró Nelson e Dolores,
Esta casa com amor rebenta p’las costuras!
Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
Quadras sábias (1)
Esta vida é talvez sonho
Que começamos com pranto,
Se por vezes é risonho,
Sofremos muito, garanto!
Se Jesus à terra voltasse
Ao ver tanto rapace,
Que há no seu rebanho,
Que seu competente eflúvio,
Fazia rebenta um Vesúvio,
Pra castigar tanto dianho!
Desejar não ter nascido,
--Às vezes isto desejamos—
É mal, não faz sentido,
Deus sabe porque penamos!
Não vale a pena ter penas,
Das penas que sofremos tanto,
As nossas penas são apenas,
Penas de sofrimento santo!
Nossa vida tem vários
Caminhos, bem confusos;
Quantas vezes os contrários,
São até os mais profusos!
Deixa de chamar a morte,
Só Deus sabe a tua hora;
Porque não é só com um corte,
Que a árvore cai, agora!
Verás que na vida inteira,
Passas a vida a ver navios,
Um dia terás a hora certeira,
A sorte pode dar-te atavios!
Guarda em ti, escondido
O amargo que t’ensombra,
Olha que teu rival, perdido
Até se ri da tua sombra!
Nenhum prazer há na vida,
De mais valor que se vê bem,
Que tenha a afeição querida,
Que a ternura da nossa mãe!
O dinheiro causa enleio,
Quem o tem nas algibeiras,
É bonito, sendo feio;
Sendo feio, faz asneiras!
Se os carinhos teus são estes,
É melhor que não me ames,
É melhor que me detestes,
Assim, não passo vexames!
Amar é prazer sublime,
Que nós queremos tanto,
Por vezes muito nos oprime,
Que acabamos em pranto!
Quantas noites negras temos,
Que fazem ter noites claras;
Vê lá, amor, se nos entendemos,
E, esses gritos hoje páras!
Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
VELHICE
A velhice é o Inverno da vida, sujeito a tempestade: Sólon
É, na velhice quando as ilusões vão passadas que o homem avalia
Os tesouros que perdeu…( GLAUCIAS
Os anos passaram eu, envolvido na ventura
D’um amor sincero e de harmonia do lar,
Esqueci que o tempo não se pode olvidar;
Esqueci que o tempo, muda tudo de figura!
Quando olhamos pra nós, as rugas vêm pra ficar,
Faça o que se faça, a situação cerca-nos segura,
A velhice é um “bacilo” que por si, procura
Castigar quem quer que seja quem o travar!
Pra ser sincero, nunca pensei sério no Outono,
Deixei-me levar como barco no mar em abandono,
É sempre assim, só se vê quando falta a sério!...
Velhice? É quase sempre Boceta de Pandora,
Dela saem coisas ou surpresas, que na hora
Nos surpreendem e, prás quais não há refrigério!
Terça-feira, 1 de Setembro de 2009
ENFERMEIRA COM SENTIMENTO
(DOLORES COM…AMORES)
O amor não tem que ser só loucura sexual.
É, mais, um elemento, como alimento
N’um casamento pra ser feliz, cem por cento,
Num exemplar acontecimento, que todos
Devemos dar seguimento…
DOLORES:
Pelo sagrado amor que me dedicas,
Provado agora na minha doença,
Vejo como é grata a paixão imensa
Que tentas vencer, até te sacrificas!
Teu amor em tudo fazia e, faz dif’rença,
Nunca duvidei, nem precisei de dicas,
Tu és a mulher sublime das mais ricas
Teus sentimentos são bons desde nascença!
Por ti, tudo com trato tem sete bicas
Que vertem inesgotáveis, com crença
Que tu, meu tesouro, em tudo rubricas…
Sempre, amante, com pontual avença,
Mas nesta doença com zelo explicas
Ser ENFERMEIRA que nunca se dispensa!