Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
QUADRA GLOSADA (2)
(Mote)
Berço o dá, a tumba o leva,
--Que valem a riqueza e a fama,
Se à beira da sepultura,
Somos todos pó e lama!
(Autor: Alfredo Cabral)
Glosa
Andamos no mundo à toa,
Desde o tempo da mãe Eva,
--o dinheiro em cada pessoa,
Berço o dá, a tumba o leva!
Pode-se comparar com jeito,
Este protótipo programa,
Dinheiro, e tudo mais a eito,
Que valem riqueza e fama?
Se tudo na vida termina,
N’um ai que ninguém segura,
Se nossa vida tem sina,
Se à beira da sepultura…
…Não podemos ter vaidade,
Por vezes que nos inflama,
Amigos, é esta verdade,
Somos todos pó e lama!
o bairro alto e o fado
O fado pra se ouvir bem,
Tem seu bairro por tradição,
Só lá no Bairro Alto tem
O lugar onde o povo vem,
Dedicar-lhe sua paixão!
Aqui ouve-se o velho fado,
Verdadeiro, sem artificio,
Que lembra Farinha e Tarouca,
Marceneiro, com voz rouca,
E o inesquecível Maurício!
Bairro Alto das velhas adegas,
Onde se canta o fado vadio,
Com Baco, zorras e, bruegas,
Marujos, policias em refregas,
Era o fado nas noites a fio!
O fado ouve-se a cada esquina,
Até às tantas da madrugada,
Onde a voz d’Amália domina,
No fado Quando eu era Pequenina,
Que faz vibrar a rapaziada!
Bairro Alto D’Hoje! D’outrora,
Bairro com imortal passado,
Com fado que não vai embora,
Que toda Lisboa comemora,
Como sempre a catedral do fado!
TRAIÇÃO À GRATIDÃO!....
(…É um veneno, pleno!...)
O pior da traição não os actos, são os factos! (Autor (?)
A pior infidelidade é aquela que não estamos
esperando e temos certeza que nunca irá acontecer! (Autor?)
Graças a Deus, tenho passado salvo e, ileso
De coisas ruins e estranhas pela vida fora,
Mas das amizades: Foram a Boceta de Pandora,
Que houve casos que de pavor, fiquei surpreso!
Traição! Ingratidão, surgiram sem demora,
Co’a inveja a dominar com desmedido peso,
Pobre de mim, insonte, crente, assisti, aceso,
A traições à amizade como nunca, agora!...
Será que o tempo tem domínio nas pessoas,
Que são também eivadas d’algum “vírus” maligno,
Que têm a morbidez de trair amizades boas?...
Fico triste por acontecer isto nesta idade,
Que faz, cria descrença, n’um convívio digno,
Que penso: Será, que verei mais pús n’amizade?...
INTRIGAS E INVEJAS
Inveja e intriga são o vírus do ser humano;
Inveja é um pernicioso, sentimento;
Intriga, sem dúvida, não tem cabimento,
Entre amigos ou amizades em bom plano!
Actuam sempre pelas costas é, o procedimento,
Não vêem, não valiam, a dimensão do dano,
Quantas vezes, pelo significado, judeu, cigano,
Que só há um caminho, radical, rompimento!
Em tudo há limites! Meu Deus, somos adultos,
Há modos de proceder, são autênticos insultos,
Que vistos, à lupa, ninguém quer ou deseja!
Paz e compreensão, estão ao alcance de todos,
Mas há que pensar um pouco, agir com modos,
É fraqueza de sentimentos a intriga e inveja!
A NOSSA JUSTIÇA.
Roubos! Crimes Pedofilia em Portugal,
Prá Justiça parece não ter foro penal!
Uma coisa essencial à justiça
Que se deve aos outros é fazê-la,
Prontamente e sem adiamentos;
Demorá-la é injustiça:
Jean de La BruyÈre.
(1)
Caros cidadãos.
Nunca é demais falar da justiça portuguesa,
Dizem “eles” que é igual pra todos— Nome— è verdade;
A “malta” rouba um carro vai logo presa;
Rouba 50 milhões fica em liberdade!
Porque há dinheiro a preparar sua defesa,
Arrasta-se! Arrasta-se, há esta facilidade,
Como sabem que o “caracol” não tem ligeireza,
Morre no meio da meta, fraco, com a idade!
É hilariante! Ignóbil a nossa justiça,
Foge-se pró Brasil! Dinheiro vai prá Suiça!
Fura-se a lei, que tem mais buracos que peneiras…
…Enfim, uma hipocrisia d’alto calibre,
Corruptos! Pedófilos! “malta” toda “séria”, livre,
Vejam os casos Isaltino! Loureiro e Felgueiras!!??
(2)
Então isto é justiça com lei “socrática”???
Há mais. Há quem diga que o provedor mente!!??
Saem da sala audiências como gente simpática,
Um “traste” a rir do juiz, que fica indif’rente!
Não há honra! Nome! Posição é, a táctica,
O dinheiro é o eterno Midas, sempre influente,
Amigo, ajuda amigo, é a velha prática,
Que a nossa justiça é um fantoche indecente!
Roubos! Fraudes! Crimes “negros… Sabem o que se faz?...
Entram pela frente, saem logo p’la porta de trás,
Ou pulseira, ou lá vão estagiar pró “hotel”…
Onde têm mordomias! Um confortável complexo,
Com telémovel, Euros! Droga, até quarto pra sexo,
Eis a justiça lusa que é pra todos igual papel!
(Sem poesia não há Humanidade
Teixeira Pascoaes)
Estimados poetas:
Reza a velha lenda que Callíope de passeio,
Chegou com todas piérides à baia d’Amora
Pra divulgar a poesia por esse mundo fora,
Mas Morfeu, agarrou-a algures com enleio!
Mas há anos um poeta, que a gente adora,
Despertou-a com uma mensagem, galanteio,
Que chamou Mensageiro da Poesia pra recreio,
Pra bem de novos e velhos poetas a toda hora!
Com esp’rança de continuar a dormir na baia,
Pra satisfação de todos amantes da poesia,
Aqui é o Parnaso que nos ufana de pundonor!
Apesar de “jovem” é de facto Mensageiro,
Da Poesia pra cada poeta do mundo inteiro,
Garante, fiel, Luís Fernandes o seu director!
A ALMA DA POESIA
Felicitando o Sr. Luís Fernandes
Director do Mensageiro da Poesia
Aqui na AMORA.
Estimados Confrades:
O Mensageiro da Poesia é, uma revista
Que p’la sua mensagem tem um alto recheio,
Que falta, pra que o poeta tenha um meio,
Que sua velhinha poesia seja lida e vista!
AMORA, tem vaidade d’este bom recreio,
P’la alma de Luís Fernandes sempre em pista,
N’um empenho tremendo, quiçá, “malabarista”
Aguenta o barco, creiam, sem qualquer esteio!
Só um poeta amante fez (faz) tal conquista,
O Mensageiro começou por ele, seu anseio,
De propalar a poesia mesmo à alma fadista…
Hoje vai a todo mundo como culto correio,
Pra que não acabe, confrade, tua cota regista,
A gráfica é… Passarão que come muita “alpista”!
AQUELE AMOR NO MECO
Se ainda existir amor, imploro sincero
Que recorde agora a amorosa epopeia,
Que em Agosto passamos nas dunas d’areia,
Que juramos ambos: “Amor eu te quero”!...
Não foi não, acto sensual, igual, potreia,
Foi mais, muito mais, o juramento que considero,
Um acto importante, por isso não é, zero
Hoje o que queres quebrar como acção feia!
Dizes que já existe amor? Claro que existe,
Um amor como o nosso puro, a tudo subsiste,
Não é um quiproquó que apaga esta chama!...
Que acendeu tantas vezes nas dunas do MECO,
Se o amor existiu lá assim, não está seco,
Vamos, meu amor, fazer d’aquela areia cama!
FALSO DITADO POPULAR
Cura-se um amor com outro amor?...
Será que se cura?...conforme a pessoa, talvez
se o amor é real, só alivia um pouco a dor
mas no fundo, fica sempre lá a sua vez!
Esquecer? faz por esquecer, pra compor
o ditado diz: Amor apaga amor!...Tem seus quês
que no meu caso nunca curou, foi ilusor
nunca esqueci, nem curou o que o amor fez!
Ainda hoje penso n'aquele "diabo" de mulher,
que só digo--ela era o avatar de lucifér,
que caros leitores, chego acreditar nisto...
Todos amores que seguiram pela vida fora,
nunca curaram nada nem se foram embora,
sinto que vive em mim com crónico quisto!
AH O BOM VINHO
Há mais filosofia e sabedoria
N’uma garrafa de vinho,
Que em todos os livros. L.PASTEUR
Uma pipa de vinho pode realizar
Mais milagres que uma igreja cheia de santos
(Provérbio italiano)
Deus fez a água pra o triste e fez o vinho para o alegre
A. Désaugiers
Bom vinho velho à mesa causa sempre espanto,
Que faço co’o máximo prazer embaixador,
Pra que à esa o conviva, seja galanteador;
Tudo faço pra que bebam o melhor, garanto!
O vinho é, dá alegria, seja ou não bebedor,
Aquece! Entusiasma, pra um brinde, santo;
Preitear Deus Baco com esfuziante canto,
É momento mágico faz qualquer um trovador!
Ovoé! Ovoé! É o tal grito forte bem-vindo,
Brindamos, amigos agora p’la nossa saúde,
Quem sabe se pró ano aqui estamos sorrindo…
É sempre de bom tom vinho velho de marca,
Os convivas à mesa enchem-se de juventude,
Que de ventura báquica quem se’encharca!